“Me desamarre,
me tire daqui.
Estou presa
no próprio nó que eu mesmo fiz.
Me ajude;
me desprenda.
Estou incapaz de tudo;
até mesmo de criar alguma rima prestável;
até mesmo incapaz de fazer uma rima qualquer.
Me desamarre, lhe imploro de joelhos.
É como se o feitiço tivesse revertido
em uma noite de lua negra
e se tornando um feitiço negro;
contra a mim; contra minhas vontades;
contra ao meu pedido.
Levanta-se,
tire este nó cego que eu mesmo me prendi.”