domingo, 26 de agosto de 2012

Não era necessário escrever diretamente seu nome, um texto continha seu nome e seu nome continha um texto.

“Era eu sentada na cadeira com um lápis na mão e apenas uma folha de caderno de quando eu ainda ia as aulas - O que eu poderia fazer com aquele lápis e papel? Uma poesia, com tantos verbos que conheço; talvez até uma música com tantas belas palavras brilhantes e encantadoras que andei estudando - mas também com as belas mãos que tenho,eu poderia simplesmente desenhar, desenhar a paisagem que posso ver pela janela, ou a paisagem da viagem que fiz a alguns anos, ainda lembro exatamente daquela viagem,você estava comigo, parece até mesmo que foi ontem. Eu poderia pegar o papel fazer um avião, e com o lápis fazer as janelas e assim me divertir como uma criança se diverte, com simplicidade. Mas o que eu fiz naquela tarde com aquele papel e aquele lápis? Rabisquei seu nome diversas vezes, na frente e no verso da folha.”